No post sobre a viagem para Beijing (Pequim) eu reproduzi alguns diálogos que tive com a Mari. Nesse post não vou fazer isso. Passei a maior parte desses 4 dias calada. Fui sozinha pra Hong Kong.

Pesquisei em vários sites sobre “o que fazer em Hong Kong” e fui montando meu roteiro que incluiu turismo, compras, comidas típicas e barzinhos.

Fui de avião de Hefei pra lá, e pra quem não sabe é preciso ter visto pra ir pra Hong Kong (que eles dão na entrada do país). Até os chineses precisam de passaporte pra entrar lá.

Mas pra entender melhor, é preciso conhecer um pouquinho da história de lá. Pra resumir:

“Hong Kong é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China e uma ex-colônia do Império Britânico até 1997. Segundo a política “um país, dois sistemas” e a Lei Básica, Hong Kong tem um “alto grau de autonomia” em todas as áreas, exceto política externa e defesa. Hong Kong é um centro financeiro internacional, com uma economia capitalista altamente desenvolvida, sendo uma das economias mais liberais do mundo.”

“Hong Kong possui seu próprio sistema legal, moeda, alfândega, direitos de negociação de tratados (como tráfego aéreo e permissão de aterragem de aviões) e leis de imigração próprias. Hong Kong mantém até suas próprias regras de trânsito, com toda a frota de automóveis dirigindo no lado esquerdo. Apenas a defesa nacional e relações diplomáticas são responsabilidades do governo central em Pequim.”

Ou seja, HK é uma China Ocidentalizada. E isso significa que é um excelente lugar pra você conhecer!!
– Porque a maioria das pessoas vai entender quando você falar inglês;
– Você vai encontrar comida chinesa e vai ver templos e budas assim como na China Mainland;
– Os chineses não vão ficar te encarando como se você fosse um alien;
– Se ficar com saudade da comida ocidental, vai achar;
– Produtos importados não têm imposto = compras!!;
– Twitter, Facebook e Youtube não são bloqueados!!

Enfim, fiquei em um Hostel que quase não encontrava as pessoas do meu quarto e não tinha barzinho pra eu tentar fazer amizade. Por isso contei apenas com a boa vontade de desconhecidos para tirar fotos minhas.

Fui ver o Buda gigante, de bondinho, que é lindo e é totalmente diferente das coisas que vemos por aqui.

Andei pelas ruas (muito!) estreitas e cheias de curvas do bairro cheio de barzinhos e lojas chics (Hollywood Road, Cat Street, Lan Kwai Fong, Soho).

Subi um dos picos mais famosos de Hong Kong em um dos trens mais antigos da cidade (Peak Tower and Peak Tram Victoria Harbour). Que vista!! Pena que o dia estava nublado.

Andei em alguns Shoppings e na região de Monkok pra fazer comprinhas (Ladie’s Market e redondezas) Eu sofri nesse lugar, é muita gente!!

Caminhei pela “Harbour City”, lugar lindo e cheio de turistas que fica perto de hotéis luxuosos como o Sheraton, e é daí que saem o barcos para Macau (infelizmente não tive tempo de ir conhecer).

Fui (e me perdi indo de ônibus de 2 andares) para Stanley Market. Um lugar bonito, com lojinhas e bancos embaixo da sombra e em frente ao mar.

Comi comida japonesa, dumplings, wrap, e um macarrão tradicional de lá com chá. E bebi muito milk-tea (leite com chá) que vendia em todo lugar.

O melhor e o pior de viajar sozinha é estar sozinha!! Fazer o que quer, quando quer e sem precisar dar explicações. Mas também não tem ninguém pra conversar e compartilhar comentários bons ou ruins.

Aconselho que se você estiver na China, vá em Hong Kong. E se precisar de dicas é só pedir!