Dentre minhas pesquisas diárias sobre a China, encontrei esse texto no site HowStuffWorks e achei interessante compartilhar com vocês!

Dá pra entender melhor sobre a história, economia, política e religião que caracteriza esse país! Leia e tire suas dúvidas!!

A China é considerada um dos quatro berços da civilização e a mais antiga civilização viva do mundo.

Sua história escrita tem mais de 3.500 anos, e o hominídeo mais antigo encontrado por lá viveu na região há 1,7 milhão de anos. O Homem de Pequim, que viveu a sudoeste da moderna Pequim entre 400 mil e 500 mil anos atrás, tinha as características básicas do homo sapiens: andava ereto, fazia e usava ferramentas simples e sabia como fazer fogo. A escrita primitiva da China, que era feita em ossos e utilizava desenhos simples para representar palavras, tornou-se a base da língua escrita chinesa: os ideogramas. Seu nome chinês, “zhong guo”, significa “país do meio” ou “reino central”. Os antigos chineses acreditavam que seu país era o centro geográfico do mundo, e a única cultura civilizada.

Sistema político

No princípio, os chineses viviam em pequenos diversos Estados que se transformaram em uma única nação, há cerca de 2.000 anos. A nação era governada por grupos familiares, as dinastias. Houve diversas dinastias, mas as mais importantes foram Shang, Zhou, Qin e Han. Em 1912, depois de uma revolução que derrubou a dinastia que estava no poder, a China tornou-se uma república caracterizada por conflitos violentos e pela incapacidade de resolver seus próprios problemas. Uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas arruinou a nação e, em 1949, os comunistas subiram ao poder na China continental, criando o que conhecemos hoje como República Popular da China. Aos nacionalistas restou o governo de Taiwan, uma ilha há cerca de 140 km da costa chinesa.

O governo chinês é dominado por três organizações – o Partido Comunista Chinês, os militares e o Conselho de Estado. Quase todos os líderes militares e do Conselho ocupam cargos de comando no Partido Comunista. Isso significa que o Partido controla firmemente o sistema político chinês. E como não poderia deixar de ser, num país das maiores coisas do mundo, também o Partido Comunista é o maior do planeta, com 40 milhões de afiliados.

A constituição do país foi adotada em 1982 e estabelece o Congresso Nacional do Povo como a mais alta autoridade governamental. Seus membros têm mandatos de cinco anos. O Partido Comunista indica os candidatos ao congresso, e esses são eleitos por governos provinciais eleitos indiretamente por governos locais. O congresso desempenha funções legislativas e transmite os programas nacionais do governo aos outros órgãos governamentais. Na prática, o congresso não tem poder real. O Conselho de Estado é responsável pelas tarefas cotidianas do governo. A organização é chefiada pelo primeiro-ministro chinês, o chefe de governo no país nomeado pelo Partido Comunista. Além de planejar a economia e a política da China, o Conselho de Estado estabelece e executa os regulamentos administrativos.

A China está dividida em 23 províncias, 5 regiões autônomas, 4 municípios sob comando direto do Governo Central e 2 regiões administrativas especiais.

Economia

A China foi um dos países onde a atividade econômica se desenvolveu primeiro. Entre 5.000 e 6.000 anos atrás, os habitantes do vale do Rio Amarelo já tinham iniciado a agricultura e a criação de gado. Durante a Dinastia de Shang (há mais de 3.000 anos), as pessoas aprenderam a fundir o bronze e a usar ferramentas de ferro. Foram produzidas cerâmica branca e cerâmica vítrea, e a produção de seda estava bem desenvolvida. Entre 770 e 476 a.C., apareceram as tecnologias para produção de aço. Entre 475 e 221 a.C, foi construída a represa de Dujiang, na atual Província de Sichuan. Esta realização em conservação de água tornou possível o fornecimento racionalizado de água e irrigação, o desvio de inundações e a descarga de areia. Até hoje, a construção está em uso.

Entre 221 e 207 A.C., a China estabeleceu seu sistema monetário e de pesos e medidas, bem como seu sistema de divisões geopolíticas (prefeituras e condados). Também nesse período foram construídos duas das oito maravilhas do mundo: a Muralha da China e os Guerreiros de Xi’an, até hoje os atrativos turísticos mais famosos do país. Mas foi a Dinastia Han (206 AC a 220 DC) o período de maior prosperidade da antiga China, quando foi construída da Rota da Seda, que ia da capital de Xi’an até a costa do Mar Mediterrâneo, e que possibilitou o contato comercial com países do o acidente.

Hoje, as indústrias importantes pertencem ou são controladas pelo Estado, assim como o comércio e as finanças. O governo possui e opera todos os transportes de longa distância e o comércio exterior. A maior parte da renda do governo vem dos lucros das empresas estatais, investidos no desenvolvimento da indústria manufatureira. Apesar de ter atualmente indústrias modernas (possui as maiores siderúrgicas do mundo), a principal atividade econômica do país ainda é a agricultura, onde trabalha 70% da população.

Crescimento populacional

No último século, a população da China passou de 400 milhões para cerca de 1,3 bilhão de pessoas. O crescimento populacional trouxe uma explosão de consumo e alguns problemas, como queda no fornecimento de energia e a instituição da política do filho único em que o Estado também controla o planejamento familiar, permitindo apenas um filho por família. Ao mesmo tempo que trabalha na expansão de sua rede termelétrica para atender à crescente demanda, o país segura o título de segundo maior poluidor do planeta, ficando atrás somente dos EUA.

A população chinesa está dividida em vários grupos étnicos. A grande maioria dos chineses (93%) é chamada “han”, em oposição às 55 minorias étnicas (7% da população) reconhecidas dentro das fronteiras do país e que são, atualmente, uma espécie de atração turística por seus trajes coloridos e festivais tradicionais. O mandarim é a língua oficial, mas há cinco versões regionais completamente diferentes do idioma.

Religião e filosofia

Por ser contrária às idéias dos comunistas, a religião foi proscrita da China na Revolução Cultural. Hoje, o povo pode expressar suas crenças com moderação. Há três linhas religiosas e filosóficas chinesas: confuncionismo, taoísmo e budismo. Uma abordagem eclética permite a coexistência das três linhas.

O confucionismo pode ser visto como a manifestação do eu público e socialmente responsável estruturada, na qual as pessoas se ligam pelos laços morais dos cinco relacionamentos familiares: pai-filho, governante-súdito, irmão-irmão, marido-mulher e amigo-amigo.

O taoísmo representa um lado pessoal desorientado, que enfatiza a relatividade das coisas. Incorpora os conceitos tradicionais do yin e do yang e estimula que se siga a própria intuição e as partículas do universo, levando a vida de acordo com o Tao.

O budismo é espiritual e sobrenatural, e oferece uma alternativa ao pragmatismo chinês. O budismo promete a salvação por meio dos iluminados, os budas, e para aqueles que, por meio de façanhas e devoção, mantêm-se conectados com eles.
Em muitos templos, podem ser vistas as três religiões.”